Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

sexta-feira, 23 de junho de 2017

A nêspera é ricas em fibra, potássio e vitamina A


Ricas em betacarotenos, fibra, potássio e vitamina A, as nêsperas são ideais para ajudar a recuperar a linha, cuidar do coração e evitar os danos dos radicais livres.
Com origem na China e no Japão, a nêspera é essencialmente produzida no sul da Península Ibérica, sendo muito comum no Algarve. 100 gramas contêm apenas 45 calorias.
O sabor das nêsperas é uma mistura de pêssego com maçã. É uma fruta muito sensível que deve ser comida logo depois de apanhada e, principalmente, fresca, para aproveitar todos os seus nutrientes. É extremamente hidratante (quase 75% da sua composição é água) e rica em potássio, que ajuda a desintoxicar o organismo e a eliminar líquidos.
Tem imensa fibra anticolesterol e é igualmente benéfica para a prisão de ventre. Para esse efeito, deve comer uma ou duas nêsperas de manhã em jejum. Não é especialmente dotada de vitamina C mas é rica em antioxidantes (mais de 800 ug) que se transformam em vitamina A no organismo e em vitamina A directa que faz maravilhas aos olhos, ao cabelo e à pele.

Fonte: SapoLifestile


















































quinta-feira, 22 de junho de 2017

Castanheiros em flor



Pode parecer estranho estar a escrever sobre castanha em pleno Verão quando, habitualmente, associamos este fruto à chegada do Inverno. Veremos como podemos utilizar a castanha durante todo o ano.
Recentemente recebi o convite para participar no Festival do Castanheiro em Flor, promovido pela Confraria Ibérica da Castanha. No texto que anunciava o Festival podia ler-se “…no castanheiro surgem as flores masculinas, e cerca de um mês mais tarde as femininas. Umas e outras aparecem em amentilhos erectos ou sub – pendentes, com 20 a 30 cm de comprimento, mostrando alguma exuberância, grande beleza e, por vezes, exalando um cheiro peculiar, sobretudo quando em estado selvagem.” Com este texto fiquei entusiasmado e decidido a percorrer a área privilegiada para observação dos castanheiros em flor, e com a esperança de conseguir desvendar o mistério do sexo das flores (pelos vistos os dois sexos encontravam-se na mesma árvore, sendo estas “atacadas” de hermafroditismo). Claro que a Confraria prometia muito mais. Convém desde já dizer que a flor dos castanheiros aparece entre Maio e Junho, e o fruto anuncia-nos a chegada do Inverno com as Festas dos Santos, dia 1 de Novembro, e os magustos de S. Martinho a 11 do mesmo mês. Tenho a sorte de ser amigo da Maria do Loreto Monteiro, grande especialista nesta matéria, que me esclareceu e privilegiou a minha observação.
A Confraria pretende que este passeio, para observar os castanheiros em flor, sirva de ponto de partida para mais uma actividade de Turismo da Natureza que se deverá desenvolver em Trás-os-Montes. O “castanheiro constitui um elemento estético marcante formando comunidades arbóreas com forma e disposição peculiares, que, mesmo quando se olha de relance para uma paisagem rural, pode-se dizer em que tipo de região nos encontramos…. E que representam verdadeiro património paisagístico.”........


Fonte: Virgílio Ferreira Gomes


























































quarta-feira, 21 de junho de 2017

Solstício de Verão e relógios de Sol


Solstício e relógios de Sol



Vai-se tornando tradição, pelo menos em Portugal, dedicar o dia do “solstício de verão” (21 de junho) a um instrumento muito antigo e cujo uso prático está quase completamente abandonado. No entanto, a sua evocação conduz, inevitavelmente, aos tempos em que os humanos primitivos iniciaram a caminhada que haveria de eliminar medos e superstições, a partir da observação da natureza e de tentativas para entender causas e efeitos das coisas que ocorriam, geralmente por sobre as suas cabeças, no decurso dos dias e das noites. Certamente, terão percebido que as sombras das árvores diminuíam na primeira parte de cada dia e que aumentavam depois disso, dedicando especial atenção ao momento em que ocorria a transição.

A mudança de direção das sombras e a variação do seu comprimento estarão na origem do gnómon – objeto designado por termo grego com significado de “ponteiro” –, componente dos relógios de Sol (também conhecidos por “quadrantes solares”) que projeta sombra (à semelhança das árvores) sobre uma superfície em que gravações mais ou menos perfeitas e sofisticadas permitem a leitura das horas, no sentido de “que horas são?”. Registos encontrados num papiro indicam que por volta do ano 1450 a.C., no Egito, eram usados gnómones em forma de L para medir o tempo e regular os calendários, tal como outros documentos antigos revelam que, na China, tal instrumento era usado frequentemente nas observações astronómicas.

O uso do comprimento das sombras para medir o tempo dominava de tal modo a vida dos povos mais evoluídos que, cerca de quatro séculos antes do início da nossa era, o dramaturgo grego Aristófanes, na peça Assembleia das Mulheres, utiliza o tema para referir a prática da líder das mulheres decididas a governar Atenas, ao ordenar ao marido: “Quando a tua sombra for igual a dez vezes o comprimento do teu pé, são horas de vir jantar.”

Na entrada do décimo século da nossa era, os árabes tornar-se-iam herdeiros do conhecimento grego de medir o tempo, aparecendo, ao que parece, pela primeira vez, num trabalhode Ali Abul Hassan, um relógio de Sol em que o gnómon (ou estilete) era orientado para o polo norte. Parece certo terem sido os Cruzados a trazerem para a Europa este tipo de instrumento, razão da sua súbita disseminação e, consequentemente, do desaparecimento progressivo de outros modelos mais antigos.

A descoberta da América permitiria conhecer que incas e aztecas tinham feito uso do gnómon, durante séculos, para determinação de momentos importantes como equinócios e solstícios e para um notável conhecimento do calendário.
Fonte: Super Interessante















































terça-feira, 20 de junho de 2017

Bem amparada te quero, minha filha, mas nunca em Parada



Em 2007, Fernando Ribeiro, escrevia assim no Blogue Chaves Olhares sobre a Cidade, acerca de Parada:

"Quanto a Parada, fica a 26 quilómetros de Chaves, pertence à freguesia de Sanfins da Castanheira e o acesso é feito a partir do Caminho Municipal 1065, pavimentado e com belas vistas, tão belas como perigosas, pois a sinuosidade do caminho não recomenda distracções, e a propósito da notícia de abertura, é um daqueles locais onde não se recomenda ter um problema de saúde que necessite uma intervenção urgente. Uma boa aldeia para o Sr. Ministro da Saúde visitar e até para … bem, hoje falamos de Parada. Estava eu a falar de acessos, pois a partir de Chaves há que tomar a Nacional 103 em direcção a Bragança e chegados à Bolideira ruma-se em direcção a Dadim, Cimo de Vila da Castanheira, Sanfins, Santa Cruz e depois umas montanhas à frente, é Parada."
Cresci a ouvir falar desta pequena aldeia, situada nos confins do Concelho de Chaves, e nem sempre pelos melhores motivos.
Bem amparada te quero, minha filha, mas nunca em Parada. 
Quando no Inverno, se vê, o nevoeiro, ao longe, para esses lados, a gente da minha terra diz_ não tarda, temos nevoeiro. Já está aparrado lá para Parada. Uma terra pequena a marcar a meteorologia de outros lugares
Também me recordo do excelente cabrito que o meu Pai lá ia comprar, em ocasiões especiais e do saborosíssimo queijo de cabra, confeccionado no lugar.
Hoje, Parada, é, simplesmente, ponto de passagem, sem direito a paragem, para o S. Gonçalo.















































segunda-feira, 19 de junho de 2017

Há mais de 2 mil variedades de ameixas no mundo



Há mais de 2 mil variedades de ameixas no mundo. Por isso, se procura uma fruta sumarenta e doce, disponível num leque de cores, as ameixas são o ideal. As ameixas são classificadas em seis categorias gerais – japonesa, americana, rainha-cláudia, ornamental, silvestre e europeia – cujos tamanho, forma e cor variam. Apesar de serem geralmente redondas, as ameixas podem também ser ovais ou em forma de coração. A pele das ameixas pode ser vermelha, roxa, preto-azulado, verde, amarela ou âmbar, enquanto a polpa tem tonalidades como o amarelo, verde, rosa e laranja – um verdadeiro arco-íris.

As ameixas pertencem ao género de plantas Prunus e são parentes do pêssego, nectarina e amêndoa. São todas consideradas «drupas», frutas que têm um caroço duro à volta das sementes. Quando as ameixas são secadas, transformam-se no fruto que conhecemos como ameixa seca.


Fonte: Alimentação Saudável































































sábado, 17 de junho de 2017

Apresentação pública do último romance de João Madureira





Na Sexta Feira passada, na Biblioteca Municipal de Chaves, com início às 18horas, pudemos assistir à apresentação pública da última obra de João Madureira, O Homem Sem Memória, que reuniu um grande número de pessoas, pouco usual neste tipo de eventos.
Um fim de tarde cultural que muito me apraz registar, já que o autor da obra, João Madureira, é meu colega e grande amigo, de sempre e para sempre.
O autor fez uma breve resenha do conteúdo de "O Homem Sem Memória" provocando, em todos nós, uma curiosidade que só será saciada quando chegarmos ao fim do último capítulo.

O auditório da Biblioteca Municipal de Chaves foi manifestamente pequeno para acolher todos quantos fizeram questão em estar presentes na apresentação do último romance do escritor João Madureira, “O Homem Sem Memória”. 

A primeira impressão do livro está praticamente esgotada. 
Emília Nogueira, Luís Risco e Francisco Preto, com as suas brilhantes e bem-humoradas intervenções, ajudaram o romancista a dar sabor e colorido ao evento. 
Na plateia destacaram-se várias personalidades políticas, sociais e culturais da cidade de Chaves, nomeadamente o presidente da autarquia flaviense, António Cabeleira, e a deputada Manuela Tender. 
A cultura, e as instituições que ajudaram na publicação do romance, estão de parabéns.

Texto de João Madureira
Fotos de António Alves Chaves