Lebução fica situada em lugar alto e aprazível, na margem esquerda do rio Calvo, entre montanhas onde o tempo guardou riquezas e mistérios. A 25km da sede do concelho, goza de um clima de montanha com invernos frios, verões quentes e de paisagens deslumbrantes.

É uma aldeia tradicionalmente vocacionada para a agricultura (centeio, batata, castanha e vinho) e para o comércio de largas tradições. Em tempos remotos, Lebução, foi o centro das transacções comerciais de uma enorme área circundante, que se efectuavam por troca directa de produtos.

Monumentalmente, a Igreja abraça, do alto das suas torres sineiras, todo o casario disposto em anfiteatro e chama os fiéis à oração. É obra da renascença, de muros altos e bem alinhados, construção de uma só nave. O retábulo do altar-mor, é de apreciável valor artístico, com colunas salomónicas e motivos ornamentais e simbólicos, realçando as arquivoltas que guarnecem a abóbada polícroma da tribuna.O Orago da freguesia é S. Nicolau, mas a principal referência religiosa desta terra é Nossa Senhora dos Remédios, que tem o seu dia no calendário religioso - 8 de Setembro.

Aqui, como em todo o Nordeste de Portugal, usa-se uma linguagem oral, um conjunto de termos e expressões que, pouco a pouco, se vão perdendo com a partida dos mais idosos.

A hospitalidade está presente nas vivências diárias, marcadas por um espírito de partilha e solidariedade. A porta das casas de Lebução está sempre aberta para receber, à boa maneira transmontana, "quem vier por bem".


A ideia deste Blogue, surgiu da necessidade de preservar a identidade desta comunidade, aproximando todos os Lebuçanenses da sua terra natal.

A feira do Folar de Valpaços

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

É Carnaval ninguém leva a mal




O Carnaval começou a ser festejado pelo povo grego em 600 a 520 a.C., como forma de agradecimento aos deuses pela boas colheitas do ano.

No ano 590 d.C, o Carnaval começou a ser festejado pela Igreja Católica. O período de Carnaval era apelidado como o "adeus à carne", marcando a véspera de um período de jejum e privações antes de se iniciar a quaresma. As populações festejavam e degustavam manjares para preparar o período de privações a começar no dia seguinte.

Hoje o Carnaval assume-se como uma festa onde reinam fantasias e disfarces, na qual miúdos e graúdos festejam usando máscaras e trajes coloridos que não têm possibilidade de usar durante o resto do ano. É uma época de diversão e onde são permitidas brincadeiras, seguindo o provérbio popular "No Carnaval ninguém leva a mal".















































quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

30 anos foram demasiado poucos anos para retirar da memória um homem que não “morreu”




PEDRA DE TOQUE

JOSÉ AFONSO

No dia 23 de Fevereiro a rádio e a RTP recordaram Zeca Afonso, falecido exactamente há 30 anos.
Durante cerca de 4 horas de viagem, escutei depoimentos de amigos e admiradores e ouvi, com a emoção de sempre, as suas baladas e melodias.
Os seus textos, os seus poemas, as suas letras, passado este quarto de século, continuam actualíssimos e são demonstrativos da sua cultura inquebrantável da subversão, ele que foi um castigador sem piedade do conservadorismo político, cultural e moral.
Proibido de ensinar, viu censurada a sua escrita de palavras e melodias.
Sempre simples e humilde, viveu até ao fim sem vergar, intransigente, lúcido, com uma integridade intocável.
Tive o prazer e o privilégio de o conhecer e constatei pessoalmente o que afirmo.
Em entrevista a Viriato Teles, dois anos antes de seu decesso (1985), disse frontal: “O que é preciso é criar desassossego. Quando começarmos a criar álibis para justificar o nosso conformismo está tudo lixado…”.
Para acrescentar adiante: “É preciso agitar, não ficar parado, ter coragem”.
Neste mundo, neste país em que os poderosos continuam a semear a injustiça que tanto o revoltava, urge estar vigilante porque “Se alguém se engana com o seu ar sisudo e lhes franqueia as portas à chegada” eles virão “ em bando com pés de veludo, chupar o sangue fresco da manada”.
O exemplo de Zeca tem de estar presente e a sua obra escutada sempre, mormente nos tempos que passam, porque nós que somos filhos da madrugada só podemos dar-lhe a nossa gratidão, a nossa paga, se abrirmos caminho a uma “ terra da fraternidade” onde “ o povo é quem mais ordena”, como escreveu José Manuel Pureza numa bela crónica no DN.
Nessa busca incessante por essa sonhada terra, que com coragem teremos de atingir, como pediu Zeca, devemos também levar todos os amigos, sobretudo aqueles que são maiores que o pensamento.

Dr.º António Roque



















































quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Os grelos são comestíveis enquanto estão tenros



Um grelo (ou o plural grelos) é um nome genérico para um rebento de uma planta, muito apreciado em Portugal e na Galiza como acompanhamento de culinária portuguesa. Os cultivares mais representativos na culinária portuguesa são o nabo, a couve, e a nabiça (também conhecida como colza).

A aparência é a dum talo mais ou menos grosso do qual saem algumas folhas e no extremo as flores.
O grelo é comestível enquanto está tenro. Quando a flor desabrocha o grelo endurece e já não é possível o seu consumo, pois não amolece por muito que se coza.
Um bom sistema para saber se o grelo é mole ou não consiste em fazer um corte transversal no seu extremo. Se o centro estiver muito branco (branco neve) o grelo já não é comestível por causa da sua dureza.
Além de possuir um alto teor em vitaminas, os grelos ajudam a prevenir o câncer. Esta propriedade foi descoberta pela Misión Biolóxica de Galicia, centro dependente do Consello Superior de Investigacións Científicas (CSIC). Esta propriedade é uma consequência dos glicosinolatos, responsáveis pelo sabor azedo característico da verdura.
O grelo é rico em vitaminas e cálcio, fazendo do grelo um substituto parcial do leite em especial para os alérgicos à lactose. Por este motivo também, são recomendáveis a pessoas que padeçam de osteoporose.

Quando se submete o grelo a altas temperaturas de cozedura, parte dos nutrientes perdem-se de modo irremediável enquanto que a outra parte fica no alimento e na água onde de cozedura, pelo que é recomendável comê-los com o seu caldo para aproveitar assim os glucosinolatos que previnem o cancro. Outras maneiras de conservar as suas propriedades são a sua cozedura a vapor ou cozinhá-los numa frigideira de grelhar.
















































terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

O rio Rabaçal é um curso de água que nasce na Galiza



O rio Rabaçal é um curso de água que nasce na Galiza, próximo da fronteira com Portugal, entrando no país no concelho de Vinhais. Ainda no concelho de Vinhais junta as suas águas com o rio Mente, o seu maior afluente, o qual faz em parte do seu percurso a fronteira com Espanha. Este rio serve de limite entre o distrito de Vila Real e o distrito de Bragança, fazendo também de fronteira entre os concelhos de Chaves e Valpaços do lado de Vila Real e os de Vinhais e Mirandela do lado de Bragança. Possui duas barragens, a barragem em Rebordelo e a barragem de Sonim, ambas entre o concelho de Valpaços e o de Mirandela. Segue o seu caminho até à confluência com o rio Tuela a Norte de Mirandela, para formar o rio Tua.

Como em vários outros cursos de água do Norte de Portugal, o rio Rabaçal é atravessado por algumas pontes romanas. A destacar existem a ponte entre Santalha e Edroso de Lomba, encaixada num profundo vale, e a ponte na estrada Bouça-Valpaços, num local aprazível e junto a um parque de campismo.
Fonte:Wikipedia
















































segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Ermidas, uma pequena aldeia da Freguesia de Bouçães



Ermidas é uma muito pequena aldeia que pertence à freguesia de Bouçoães. Encontra-se a 548 metros de altitude, num pequeno vale encostado a uma elevação atrás da qual corre o rio Rabaçal.

Para se chegar à aldeia de Ermidas, deve-se seguir na Estrada Nacional 103 no sentido Chaves - Vinhais; após o cruzamento para Bouçoães, Sonim e Valpaços, deve-se virar na primeira estrada à direita.

A maior atracção da aldeia de Ermidas é a capela de Santa Rita, em cuja honra se celebra todos os anos, no segundo domingo de Outubro, uma romaria muito concorrida que atrai centenas de pessoas que rezam e convivem no amplo espaço dedicado à realização da festa de Santa Rita.
Fonte: Freguesia de Bouçoais
















































domingo, 19 de fevereiro de 2017

Os potes passaram a desempenhar as funções para as quais foram concebidos e executados




A crise ajudou a valorizar alguns hábitos antigos. Cozinhar num pote à lareira é um deles. Nas aldeias transmontanas dá-se cada vez mais uso às antigas panelas à portuguesa. À vantagem da poupança na conta do gás e da luz, junta-se o sabor da comida, que todos dizem que é muito melhor.

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De meros objectos de adorno, uso que lhes era dado nos últimos tempos, os potes passaram a desempenhar as funções para as quais foram concebidos e executados. Não há comida como a que é feita nos potes ao lume - dizem as pessoas da minha terra, que sempre utilizaram estas panelas de três pés, em ferro, para a confecção dos alimentos.

















































sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Cegonhas_A melhor altura para observar a espécie é durante a Primavera, quando os ninhos se encontram ocupados




Inconfundível, a cegonha-branca mostra uma das silhuetas mais facilmente identificáveis da nossa 
avifauna. O seu pescoço e patas compridas, a tonalidade branca do corpo, com as pontas das primárias e secundárias pretas, e a cor vermelha viva do bico e das patas, tornam esta ave emblemática no nosso 
território.
A cegonha-branca é comum, sobretudo na metade sul do país. Existe um contingente residente, embora a maioria das aves seja migradora. A melhor altura para observar a espécie é durante a 
Primavera, quando os ninhos se encontram ocupados. Como se trata de uma ave bastante associada a meios humanizados, a sua detecção afigura-se bastante facilitada.